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Mulheres representam grande parcela do empreendedorismo e prometem crescer mais

Sentar em um escritório das 8h às 18h, obedecer regras criadas por terceiros, bater ponto todos os dias. Para algumas pessoas, esse não é um ideal de vida, e trabalhar tem a ver com levar a carreira como um ponto de extrema importância na vida. Ser empreendedor nada mais é do que se propor a desafios de liderança e fazer do trabalho algo muito determinante, e que tem a ver também com a sua personalidade. Além disso, o empreendedorismo propõe uma mudança em sua vida pessoal, já que depende de você o sucesso total do seu negócio.

mulher empreendedora

Na vida das mulheres, muitas vezes uma profissão comum não satisfaz a vontade de fazer da carreira pessoal algo diferente. Foi o que aconteceu com a arquiteta por formação Suéli Malvessi T. Celkevicius, que há mais de um ano, decidiu largar um emprego estável na área para abrir a própria escola de ensino infantil, a Centro de Educação Infantil Três Marias. Ela conheceu o médico Max Celkevicius, hoje seu marido e maior apoiador do sonho de empreender. “Durante toda minha vida, uma das minhas maiores fascinações é a infância, as crianças, a pureza delas diante da vida, a simplicidade com que elas resolvem os maiores problemas do mundo. Sou simplesmente apaixonada por aqueles ‘pedacinhos de gente’, que conseguem trazer cor e luz onde quer que estejam”, acredita.

Ela transportou esses valores para o seu negócio, e entre cada atividade administrativa, encontra tempo para observar de perto e cuidar da rotina dos bebês e crianças de 4 meses a 5 anos que estudam na Três Marias. “O Centro Educacional Três Marias difere de todas as escolas de Campo Grande, pois, nossa premissa de atuação junto às crianças é o carinho e a dedicação. Eles podem ingressar aos quatro meses de idade, período em que o lugar mais seguro do mundo é um colo quentinho cheio de afeto e ternura e, é isso que nós oferecemos a eles. Desse modo, os pequenos irão crescer sabendo que carinho é um princípio que eles podem e devem semear por onde passarem e que apesar dos papais não poderem estar com eles durante todo o dia, na Três Marias não vai faltar dedicação, carinho, desenvolvimento e aprendizado”, avalia.

O nome da escola vai de encontro também com um sonho que o casal nutri, que é o de ter três filhas, que vão ser nomeadas com nomes derivados de Maria. Quando se tornar mãe, Suéli espera poder construir a família de forma mais flexível por ser dona do seu próprio negócio. Dessa forma, isso está diretamente atrelado ao seu futuro pessoal.

É o que acredita a consultora Bruna A. Tiso. Dona de uma agência de comunicação voltada para assessoria comercial, ela decidiu empreender após não conseguir voltar ao mercado depois de se tornar mãe do pequeno Pietro, hoje com 7 meses. “Eu decidi empreender, pois vejo que no mercado de trabalho comum as mães viram verdadeiras párias, sem tanto apoio. O que são seis meses de licença? Nada. É claro que, quando você empreende, seu trabalho e dedicação são muito maiores, mas você também pode compor sua rotina da forma que achar melhor”, enfatiza.

mulher empreendedora

                                                                                                                                                                                       Pequenas empresas   

As empresas pequenas geridas e idealizadas por mulheres, segundo pesquisa realizada pela Serasa Experian em 2015, representam 43% dos negócios gerados no Brasil. Cerca de 59% das empreendedoras estão no grupo de donos de negócios, e isso representa cerca de 5 milhões de mulheres empreendedoras. Desse total, 73% são sócias de micro ou pequenas empresas. O percentual sobe para 98,5% quando são contabilizadas, também, as empresas do tipo MEI (Micro Empreendedor Individual), já que mais de 1,3 milhão de mulheres brasileiras são sócias de MEI.

Esses números enormes nada mais representam do que a realidade, que é também da campo-grandense Leidiana Almeida, proprietária da loja de cosméticos orgânicos e naturais Le Organic. Interessada em entrar no ramo de cosméticos, ela percebeu que gostava mais do conceito de produtos de beleza que não agridem a natureza, mas que aglutinasse clientes alérgicos, em tratamento médico ou que seguem algum tipo de estilo de vida alternativo, como os veganos, que não utilizam produtos que testam em animais ou com composição animal. “Percebi que era um nicho pouco explorado em Campo Grande. Me considero um empreendimento de pequeno porte, mas é algo que sempre quis fazer e que acredito que vai se consolidar”, acredita a empresária.

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