Skip to content

Paixão x Razão. A eterna briga pela nossa sanidade

Me desculpa se eu vou jogar um pouco de sal nas expectativas de vocês sobre ler um texto fofo sobre sentimentos tão lindos, mas acho que vou mesmo é socar o dedo na ferida, porque é isso que é a paixão na sua vida quando você não mensura a razão enquanto à vivencia.

Quem nunca dormiu uma noite complicada e acordou com aquele frio na barriga, aquele cheiro que não sai da cabeça e as imagens de alguém perseguindo que atire a primeira pedra…

Súbita, vadia e inesperada: Paixão, calor no corpo, fogo na alma. Todo e qualquer suspiro te deixa com a sensação de que há um buraco negro no estômago e até seus olhos passam a brilhar de uma forma mais bonitinha… AHHH QUE AMOR!

NÃO! NÃO É AMOR! É PAIXÃO, É PASSAGEIRA! Nessa hora tinha que soar uma sirene e vir, sei lá, um palhaço fantasiado de coração partido gigante e te dar uma porrada na cabeça com um taco de baseball!

É tudo muito bonito, muito romântico, coisa de livro mesmo, mas é destruidor… Não me chamem de fatalista sem antes entender o porque.. Paixões geralmente surgem do impossível, não todas mas em sua maioria todo desejo é concentrado no que não podemos ter de imediato, nos faz sonhar e idealizar e é onde mora o perigo.

Quando nos apaixonamos trancamos a razão dentro de uma cela escura jogamos a chave em algum canto do subconsciente e tadááá! Tá feita a cagada!

Dificilmente vemos casais de muito tempo super apaixonados, o que não exclui a possibilidade de haver muito amor, mas com o fogo da paixão a mil por hora, é complicado. Porque é quando a paixão enfraquece e a razão estabiliza as loucuras e coloca ordem na casa…

É onde ou surge a cumplicidade, o companheirismo e a paixão segue, até virar amor e aí sim ser lindo com direito a vitórias e reerguidas de tropeços, ou ela acaba e todo aquela efusividade inicial some, e é onde as pessoas se separam por não dar conta de lidar com a racionalidade e seguirem em frente.

Equilibrar as duas requer uma paciência de monge e aprendizado de supressão sentimental. Sim, é difícil mas na prática a gente aprende, dói mas salva…

Não estou querendo pregar que devemos ser bonecos de neve em relacionamentos, mas o meu desespero é ver muita gente se jogando de cabeça sem pensar no depois…E olha que os status de indiretas no facebook, twitter e demais redes sociais não me deixam mentir! É namoro que começa quando tá tudo pegando fogo e acaba um mês depois, é relacionamento morno em que um dos envolvidos se apaixona por outra pessoa e rola traição e daí pra pior…

Ser racional e direto as vezes é tão apaixonante quanto viver de melindres e tesão no calor do momento…

A razão é a professora, é a dominatrix da paixão e uma vez que vocês entendam como entrelaça-las, saberão discernir quando um relacionamento pode dar certo ou não, se rola só um fuckfriend, se rola uma amizade colorida e por aí vai…

Não tem receita de bolo, tutorial que te ensine como domar uma e soltar a outra, sua vida e suas experiências dirão, cabe a você ouví-las 🙂

Colunista de hoje:

Jacqueline, fisioterapeuta, 2/5 engenheira, 25 anos paradoxais entre a emoção e a lógica em guerras eternas dentro do peito. Puramente incompatível com algumas regras sociais, conceitos inúteis e tabus bizarros… A favor do caos enquanto ele ajuda a evoluir… Tive um blog um dia, hoje eu só dissipo verdades e gero polêmica no twitter. (@nerdeliciouss). Tecnologia, games, música (minha guitarra), livros, séries, cinema e tatuagens = Minhas paixões. Não se engane pela minha cara de boazinha, nem sempre escreverei o que você quer ler, mas talvez seja o que você precisa. =)

Be First to Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.