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Namoro ou sufoco?

Semana passada na faculdade, acompanhei enquanto estudava quietinha em uma sala vazia, a saga de um garoto e sua namorada que por diversas vezes ligava para ele, atrapalhando a atenção na aula, enchendo o saco por motivos banais e estressando-o  em um momento que ele precisava estar bem na faculdade.

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Não sei o motivo, mas essa atitude dela me fez parar pra pensar em como o ciúme pode transformar anjos em monstros, e como isso pode ser terrível para a saúde do relacionamento…

Quando vocês sentem ciúme, (não é anormal viu? Todo mundo pode ter crises assim) como se analisam diante disso? Quando vocês são vítimas desse ciúme, como suportam se submeter a esse tipo de situação se for recorrente?

Olha, admito que por mais desapegada que eu seja, às vezes rola umas vontades loucas de arrancar o cabelo de umas perdidas salafrárias… Isso que eu tenho um relacionamento aberto… Quando a gente gosta da pessoa é inevitável sentir ciúmes, mas crises, escândalo, barraco, incômodos são facilmente evitáveis com um pouquinho de autocontrole…

Parto do princípio que quem sufoca no relacionamento, não está preparada(o) para o mesmo, por ser egoísta demais pra entender conceitos simples de individualidade e privacidade . Um namoro/casamento sem individualidade, respeito e privacidade, não é relacionamento é cárcere privado consensual.

Acredito que muitas pessoas aceitam essa situação (eu mesma já fui uma dessas) por medo de ficar sozinhas… Porque às vezes nosso ego é maior que nosso bom senso…

Como se a solidão fosse o maior dos nossos problemas, aceita-se viver nessa situação… Quando na verdade é totalmente ao contrário.

Estarmos sós é justamente quando nos encontramos com nossos erros acertos e podemos nos tornar pessoas muito melhores…
Lógico que um relacionamento é como um facilitador de interações humanas, mas isso não significa que você não tenha força e vontade suficiente de ser alguém melhor por si…

Finalizando: Acho que a vida é uma coisa complicada, mas a perspectiva que temos diante dos acontecimentos e experiências é que muda tudo. É bom ter alguém conosco, lógico que é, mas se essa pessoa drena mais do que acrescenta, talvez seja hora repensar esse predatismo travestido e carinhosamente apelidado de “namoro”.

Você sempre em primeiro lugar 😉

Colunista de hoje:

Jacqueline, fisioterapeuta, 2/5 engenheira, 25 anos paradoxais entre a emoção e a lógica em guerras eternas dentro do peito. Puramente incompatível com algumas regras sociais, conceitos inúteis e tabus bizarros… A favor do caos enquanto ele ajuda a evoluir… Tive um blog um dia, hoje eu só dissipo verdades e gero polêmica no twitter. (@nerdeliciouss). Tecnologia, games, música (minha guitarra), livros, séries, cinema e tatuagens = Minhas paixões. Não se engane pela minha cara de boazinha, nem sempre escreverei o que você quer ler, mas talvez seja o que você precisa. =)

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