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Mini Palestra Desmotivacional, Por Julieta Sem Romeu

romeu-e-julietaAntes de cantar ‘O amor de Julieta e Romeu, igualzinho ao meu e o seu”. Lembre-se: eles morreram no final.

Para quem não sabe, Julieta trocou Romeu por férias no litoral. Depois de flertar com um moreno de olhos verdes, desistiu dos amores de verão e assumiu a solteirice, que não é nenhum bicho papão. Descansando sob o sol, a Capuleto se pegou pensando no Montéquio que deixara na cidade. Aliás, nele e em todos os Montéquios (incluindo Silvas, Monteiros e Castros), porque no fundo, Romeus mudam de look e meio de transporte, mas são (quase) os mesmos.

No começo, tudo são flores (atchim! Julieta é alérgica a flores). O problema, benzinho, é que flores murcham e às vezes até fedem. Pois é, fedem! E se você está saindo com um Romeu qualquer, que te manda sms no começo do dia e te faz sorrir, essa é a hora: Pare de ler e saia desse blog correndo, Julietazinha! Apesar das dores de cotovelo brincadeiras, é claro que as relações não definham apenas por culpa dos homens (embora sejam sempre eles a dar mole pra uma @ de decote ou algo do gênero). Tem umas Julietas por aí que vou te contar, acabam com a classe!

Mimimi à parte, o lance é que Capuleto ou Montéquio, um dos lados sempre vai errar. E o outro também. Porque se você quer perfeição, meu amor, vá atrás de um robô – sugiro Wall-E, que é um robôzinho da Pixar bem simpático.

O que eu estava dizendo mesmo? Ah… Errar. Tá aí uma certeza, meu bem: todo mundo erra e todo mundo morre, o resto é lucro. Óbvio que quem entra numa história não chega lá pensando ‘Vai, erra aí que eu tô pronta pra isso.’, mas sejamos francos, tem mais chances de ir pra frente os relacionamentos realistas (que sabem lidar com diferenças, erros, a camisa bréga dele e a maquiagem cheguei dela) do que os amores a la conto de fadas. Felizes para sempre o caralho, prova aí que a Branca de Neve não viu o Encantado olhando pra bunda da Cinderela numa festa, ou que o Príncipe não ficou puto com a fatura do cartão quando a Pequena Sereia comprou um aquário novo.

Acho – como humilde Julieta – que o segredo é aceitação e bom senso. Ah, o bom senso… Essa coisinha básica como um vestidinho preto, mas que de vez em quando aperta e a gente resolve não usar. Ninguém é moldado pra ninguém, e isso presupõe que existirão falhas. O ‘quê’ da parada mano é saber até onde ir e até que ponto você consegue engolir as falhas do outro.

Sim, porque o fato de namoro, rolo, casamento e afins incluírem atritos, não quer dizer que tudo é passível de ‘ah, acontece e bola pra frente’, tcs tcs. Às vezes a taça de cristal quebra e não adianta tentar colar, porque você vai ter pena de enchê-la de bom vinho e desperdiçar, passando a usá-la apenas para bebida barata. Para os leigos: às vezes fode sem chance de conserto.

No fim das contas, cada um sabe como pagá-las e não é uma Julieta sem Romeu que vai ensinar nada. A dica é banal… Use as receitas da vovó para tudo: saber a medida dos ingredientes faz toda a diferença.

4 Comments

  1. Ótimo o texto!! Um dos lados sempre vai errar! Eu já vivi um relacionamento desses de contos de fada, durou bastante, mas acho que se minha ex me encontra tenta me assassinar ( a porra terminou muito mal).

    Adorei as analogias!

  2. Essa parte do bom senso é muito verdade, normalmente, as coisas se resolvem com o bom senso.

    É aquela coisa, num relacionamento, as duas partes têm que ceder em determinados momentos, não adianta só um lado se esforçar para que dê certo.

    E erramos mesmo, às vezes até demais, mas aprendemos com isso. Mas além de reconhecer que erramos, é preciso reconhecer quando o outro erra e saber lidar com a situação.

    Ótimo texto, companheira colunista 😉

  3. ana ana

    Ah, dona Flávia.

    Só vc pra fazer um texto tão delicado de forma coloquial-rebuscada.

    Adorei.

  4. Hello, vizinha de coluna!

    Muito bom seu texto, concordo em gênero, número e grau!
    Hehehe!

    Apesar de nunca ter namorado, vivi relacionamentos longos, três anos, um ano, etc… E tudo isso vale pra qualquer tipo de história, mesmo sem o rótulo NAMORO.

    Depois posto algo que li sobre os relacionamentos “arrumados” em países que ainda existe isso, dão mais certos que os de países ocidentais.

    O que “fode” tudo, é a expectativa. Quando se ama, fica-se cego(a) e se espera MUITO do outro. Quando tem um errinho, é síndrome de Maysa (Meu mundo caiu).

    Enfim!

    Parabéns!

    Beijos!

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