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Dormir no chão? Eu não!

Me lembro como se fosse ontem. 24 de setembro, um dia antes do Dia do Metal no Rock in Rio 4. Dia de descansar pra aguentar a maratona de shows. E foi exatamente isto que não fiz. Era dia de um evento de artes e música que ajudo a organizar. Seria num lugar bem diferente dos que costumavam ser; uma casa de artistas plásticos e músicos, localizada no sopé da colina (vulgo pé da favela) no bairro do Estácio no Rio de Janeiro. Peguei meu notebook no meio da tarde, coloquei dentro da mochila e parti pra lá de ônibus pra terminar de ajudar nas arrumações. Quase chegando à porta da casa, recebo uma singela mensagem: “Tive um sonho louco, acordei com aquela vontade e lembrei de você.” Minha primeira reação foi de achar muita graça e pensei comigo mesmo como o mundo gosta de pregar peças. Justo porque eu estava pensando seriamente em começar a namorar com uma menina que eu estava ficando e querendo parar com as esporádicas.

A mensagem era de ninguém menos que uma menina da faculdade, que eu sequer tinha dado um beijo na vida. Conheci no último período e desde então começamos a flertar um com o outro. Mensagens e ligações fingindo amizade. Convites para estudo e histórias sobre ficantes. Mas como a vida começou a ficar mais corrida e eu querendo concluir logo a faculdade, nos afastamos um pouco e ficou por isso mesmo. Até o dia da mensagem. O dia da festa. A véspera do Metal.

Como moramos longe um do outro, naturalmente acabamos não forçando um encontro amigo. Apenas uma vez, e que ela não apareceu achando que eu tinha desistido de ir. Mas, beleza. Nesta festa ela iria, desde que eu pegasse o metro e encontrasse com ela para, em seguida, voltar pra festa lhe trazendo comigo. Eu já animado com a possibilidade e tendo bebido algumas garrafas das cervejas importadas compradas só para a diretoria, fui ao seu encontro. Ficamos na festa e ela começou com o papo de pau-amigo e bla bla bla. Aquela história que contei no meu último post de meses atrás. Well, that’s okay for me. Neste ponto abro um parêntesis para chamar a atenção de como as mulheres dão mole quando vêem que você está com alguém. E naquele dia, numa festa nem tão grande, haviam duas possibilidades bem nítidas – além dela – de terminar bem a noite. Mas ignorei. Foco!

Chegando ao fim da festa, começamos a descer a rua pra pegar um táxi. Além de nós dois, uma das meninas que ficaram dando mole a noite toda e mais um casal de amigos. Teoricamente, pegaríamos o táxi só nós 3. Eu, ela e a menina dando mole. Até que ela me fala: “Ah, você não vai dormir lá em casa não.” ¬¬ ……

“- Nem vou descer a rua então – direto com sempre – vou de táxi até sua casa, te deixo lá e volto pra cá? Onde é que saio ganhando aqui? Melhor eu dormir na minha cama, no conforto do meu lar.” E todo mundo achando a maior graça. Claro, eu não estava puto. Algo me dizia que era ela tentando se valorizar se fazendo de difícil.

“- Ah, mas se você não for não vai dar pra pagar meu táxi. To sem dinheiro.”

“- Lamento, vai de ônibus. Eu pago.”

“- Caraca, que vacilo. Tá bom, pode dormir lá em casa. Mas você dorme no chão.”

E eu insisindo na suposta negociação “perde-ganha”. Que no fim seria um “ganha-ganha”, porque o homem não transa nem goza sozinho. Exceto os precoces:

“- No chão, não. – uma vez ela me deixou dormir lá porque eu estava numa boate por perto. Mas na época não fui tão feliz. – Fico muito apertado lá e não consigo dormir direito. Além do mais sua cama é “grandona”.”

“- Ai, tá bom. Pode dormir na cama. Eu durmo no chão.” ¬¬

“- Tá bom.” – falsamente indignado.

Não tão indignado assim, porque sabia que se não rolasse nada, pelo menos estava dormindo melhor que ela. Aqui abro outro parêntesis pra contar que em uma das mensagens que trocamos no fim da tarde antes que eu fosse buscá-la, ela dizia que ficou pensando no volume que viu quando eu dormi lá da outra vez. Eu sabia disso, eu a vi observando naquele dia. Pega no flagra.

Voltando ao ocorrido. Chegamos na casa dela, recebi uma toalha e a indicação de onde era o banheiro. Porque se ia dormir na cama dela, não podia estar suado nem com cheiro de cigarro. Por mim, ótimo. Nada como uma água quente depois de tanto trabalho. Como a porta do banheiro não trancava, só fiquei coberto pelo box (que não era transparente) enquanto tomava banho. De repente percebo que ela entrou no banheiro pra, sei lá, talvez escovar os dentes. Ficamos conversando enquanto eu tomava banho. Abri a porta do box e….. não é que ela ficou sem graça e saiu do banheiro.

Terminei meu banho e fui pra cama. E ela realmente tinha arrumado a dela pra ir dormir no chão. Mas na boa, com o baby doll que ela vestia, tenho certeza que não estava vestida para dormir; muito mais para matar. Curto, branco meio transparente no corpo, e totalmente transparente na altura dos seios. Na mesma hora, tudo subiu. Eu só de cueca e blusa, nem fiz questão de disfarçar. A melhor coisa que consegui fazer sem descer do pedestal foi ligar a TV e fingir interesse no show do Red Hot… e ela do meu lado. Até a hora que ela decidiu ir dormir. Desceu da cama e foi deitar no chão. Desliguei a TV e fui tentar dormir. Impossible!!!

“- Po, garota, vem dormir na cama.” – Sem respostas.

“- Não acredito que vou vir pra cá e você vai mesmo dormir.” – Telefone mudo.

Pensei: “Quer saber…..” Foi o suficiente. Pensar mais pra quê? Desci e fui pra cama dela. Not even an hesitation. Percebi que ela estava prestes a explodir de tanta vontade. Não sei se esperei mais do que devia, mas com certeza não esperei menos. Começamos a nos beijar e logo fomos pra cama. O resto não preciso contar. Nem a parte do dia seguinte em que o amigo dela liga de manhã e, enquanto conversam, fico rabiscando toda ela nua com uma caneta Pilot pra me distrair (o mais legal foi ela deixar) e poder tirar um foto depois. Também não preciso dizer que só deu tempo de chegar em casa, comer alguma coisa e sair pra maratona de shows que seria o Rock in Rio daquele dia. Foi do caralho!

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