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A culpa não é sua…

Andréia mandou a mensagem, estava trêmula, ansiosa no auge do tesão e da expectativa, entre uma cerveja e outra libertava algumas frases ambíguas sobre a necessidade de fazer alguma coisa para conter esse acúmulo de libido. Passava o celular de uma mão pra outra como se o tempo fosse passar mais rápido quando ele tocou com a resposta de Mario (que não a comeu atrás do armário mas ela queria e muito que ele fizesse isso em qualquer lugar.)

“Estou passando aí pra te buscar…”

“YES” Gritou por dentro, Andréia ia tirar o atraso, o atraso de anos nos desejos de estar com Mario, e a recíproca era verdadeira até onde se sabia. Ambos namoravam outras pessoas, porém se desejavam desde sempre. O instinto sempre contido, suprimido de se jogar na parede, no chão, na cama, na chuva e deixar tudo acontecer os consumia… E finalmente eles teriam seu espaço, seu segredo e sua conclusão.

Mario parou o carro, Andréia subiu e queria pular no colo dele ali mesmo mas não queria causar um acidente de trânsito. Não sabiam se riam, se se comiam, se conversavam… A atração de seus corpos era latente, de tal forma que era difícil manter o controle até chegar em um local mais apropriado. E finalmente chegaram…

Queriam rasgar as próprias roupas mas não podiam, queriam se morder e apertar mas não podiam deixar marcas, e o querer e o poder começaram a lutar na mente de cada um.

E começaram entre chupadas e tapas tudo lindo indo bem. Até que no ápice do prazer ela ofega: “Vem”

Mas não foi… E tentaram novamente, e não ia…

Andréia não conseguia entender, se era medo, frustração, um misto de culpa com “o que é que eu to fazendo aqui!”Mario não se conformava. Não mais do que Andréia, que se sentia um lixo por não dar prazer para um homem. Ela que sempre gostou dessa sensação de aventura noturna, sempre curtiu de tudo no sexo e queria sempre mais.

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“Não sei o que está acontecendo” ele dizia… “Não se preocupe” ela suspirava tentando amenizar aquela situação… Conversaram novamente. Tentaram de novo… Não ia… A única fome que mataram foi digerindo a torta de climão que assou no momento.

Andréia pensava que a culpa era sua. Que tinha engordado, que estava sem maquiagem e com aquele cabelo solto estranho. Se culpava na atitude e ao mesmo tempo sabia que aquilo tudo aquilo acontecia… “Acontece…”

Mario era uma incógnita, ele que tanto motivou pela chegada daquele momento, ele que sempre queria vê-la e tocá-la de repente “poft”. Todo seu desejo transformado dúvida, medo colocando abaixo não só o garotão mas todos os planos da foda sensacional que estaria por vir, mas só nos sonhos…

 

Se a brochada é inevitável o sofrimento após é opcional…

Colunista de hoje:

Jacqueline, fisioterapeuta, 2/5 engenheira, 25 anos paradoxais entre a emoção e a lógica em guerras eternas dentro do peito. Puramente incompatível com algumas regras sociais, conceitos inúteis e tabus bizarros… A favor do caos enquanto ele ajuda a evoluir… Tive um blog um dia, hoje eu só dissipo verdades e gero polêmica no twitter. (@nerdeliciouss). Tecnologia, games, música (minha guitarra), livros, séries, cinema e tatuagens = Minhas paixões. Não se engane pela minha cara de boazinha, nem sempre escreverei o que você quer ler, mas talvez seja o que você precisa.

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