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Existe separação sem sofrimento?

Recebi um e-mail, onde a leitora relata que está passando por uma fase do relacionamento bem difícil: SEPARAÇÃO. Eu já vivi uma separação (depois de quase 10 anos de casamento e com um filho) e sei bem como é. Mas sabemos que as pessoas não reagem da mesma forma. Algumas pessoas negam e fingem que nada aconteceu. Algumas não aguentam e ficam deprimidas, necessitando muitas vezes de ajuda médica. Há casos de suicídios e homicídios, por pessoas que não aceitam (as estatísticas mostram isso). Mas tem pessoas que aceitam o sofrimento, passam uma fase de luto e retomam sua vida normalmente…Mas e vocês, como  encaram a separação?

Leiam o texto…

“Oi Luanna, tenho seguido o seu blog há já algum tempo e quero primeiro dar os parabéns pelo bom trabalho que tem feito! Estou mandando esse email porque quero saber a opinião dos leitores sobre a minha situação, por favor, mantenha anonimato, eu também tenho um blog e tal mas realmente não quero expor minha situação ainda, por isso que preferi mandar para o seu, acho que você entende.

Eu e o meu namorado/noivo estamos nos separando. A gente se conheceu através da minha família durante férias e morávamos em países diferentes. Cada um de volta ao seu país, conversávamos por MSN e email e terminámos nos envolvendo, gostando um do outro. Marcámos encontro num país a meio do caminho e passámos uma semana incrível. Terminei largando tudo para me mudar pra perto dele e morar com ele. Não tivemos um namoro “normal” já que desde que começou, já moramos juntos e isso acelerou em muito o processo. Tivemos uma adaptação “forçada” que trouxe discussões variadas sempre que surgia um novo obstáculo. Agora no final estava até melhor, mais tranquilo, já não brigamos por besteiras mas…Ainda brigamos. Há cerca de uma semana tivemos uma briga e no meio de muitas coisas ele disse que tava acabado e eu disse que também achava melhor, que não dava mais.

A minha questão é que realmente gosto muito dele e acho que ele tem tudo para ser perfeito para mim, mas não nos entendemos. Temos personalidades parecidas, gostos parecidos, ambições semelhantes mas sempre que surge alguma coisa, não sabemos conversar, só sabemos brigar. Temo que a minha relação chegou ao fim porque estamos ambos cansados disso. Eu sei que esse é o problema e também já falei isso pra ele, mas aparentemente não somos maduros o suficiente para contornar a situação.

Como disse moramos juntos há já 2 anos, já tinhamos pensando em casamento, falavamos até de filhos em 2 anos e estamos agora falando e tratando de alugar apartamentos separados e tudo mais. Não temos mais contato mesmoestando ainda dentro da mesma casa e quando digo “falamos” quero dizer por email.

Eu me considero uma mulher forte, inteligente e independente mas nesse caso me sinto meio perdida. Sei o que fazer em termos práticos mas não sei como lidar com meu coração. Sei que estamos brigando mais do que deveriamos etambém não quero viver assim. Também não quero tentar conversar, sempre sou eu que tenho que dar a volta, fazer contato e estou cansada, se ele está decidido, eu também estou. Por outro lado, amo ele e não me quero separar, sei que vou sentir muita saudade.

A juntar a isso tudo os nossos amigos são os mesmos, eu vou ter que vê-lo muitas vezes, ele é muito amigo de meusprimos o que significa que realmente eu vou terminar sabendo dele frequentemente, não tenho como me afastar “de vez”. Já sei que vai ser difícil pra mim e não quero me machucar.

O que eu quero saber é como eu posso facilitar minha vida, se tem algum “truque” para terminar mais facilmente, para o ver sair de casa e o ver nos lugares, até para o ver com outras (eventualmente) sem me machucar tanto? Ou se têm alguma outra sugestão, alguma coisa que possa ajudar?

Fica a pergunta: Existe separação sem dor? Qual o truque para sofrer menos?

13 Comments

  1. katita katita

    moravamos juntos a 2 anos e nos separamos;tinhamos um filho de 1ano e 8 meses sofri muito adoeci tive depressao,acho que passei pela pior fase da minha vida fui morar de favor e fui muito humilhada, mas achei meu refugio no sehnor pois ele me amparou em todo tempo, e depois de 9 meses voltamos,nos casamos no civil ,na igeja ,construimos nossa casa e resolvemos ter outro bebe,que nasceu agora em dezembro de 2011,mas de uns tempos para ca nossa relaçao ta desgastada e acabou o respeito pois ele e´muito grosso….e estupdo nao mede as palavras magoa sem ver.Estou cansada disso e quero me separar mas tenho medo pelos meus filhos,um de 6 anos que e´doido com o pai, e outro so tem um mes ,tenho medo de passar trabalho ou de fazer meus filhos sofrerem.Pois ja tentei conversar mas nao adianta ele muda por uns dias depois volta tudo.O QUE FAÇO?

  2. Nossa, que história hein “Eu”, espero que logo tudo se resolva, boa sorte!

  3. Eu Eu

    Olá…gostaria de contar o que está acontecendo comigo, casei, mudamos de estado, pois ele tinha um sonho de montar um negócio, abandonei tudo e fui ajudá-lo, acabamos vendendo o negócio e voltamos. Voltei a trabalhar muito, mas como freelancer (ou seja, sem carteira)…começamos a falar sobre filhos, fiz alguns exames e descobrimos que seria bem díficil eu engravidar, pois eu tenho endometriose e um problema de má formação uterina…mas, contrariando as expectativas médicas, na primeira tentativa engravidei…encaramos como um milagre. Nossa que felicidade!!
    Aí começa toda a históriia…uma semana depois que descobri a gravidez, dei uma fugidinha do meu trabalho para escutar pela primeira o coraçãozinho do bb…para meu susto, quando cheguei na médica tive um sangramento..e aí o choque, teria que ficar em repouso absoluto (podia levantar para ir ao banheiro e tomar banho só) entrei em pânico…teria que largar o trabalho que estava fazendo…e foi o que fiz…parei tudo, fui medicada e fui para casa deitar…ele me apoiou…uma semana depois tive um sangramento horrível, os médicos que me atenderam tinham certeza que eu havia perdido meu bb, fiquei internada, meu marido entrou em pânico..na manhã seguinte fiz US e lá estava firme e forte meu bbzinho…voltei para casa, ou melhor para cama…e a partir daí não sei o que aconteceu, comecei a perceber que meu marido fazia de tudo para passar a maior parte do tempo fora de casa, começou a pegar trabalhos extras, bebia várias vezes (ele tem problema com bebida, toma 3 cervejinhas já muda completamente), brigando o tempo todo comigo…resumindo … até que foi embora no dia 31/12 e me deixou na cama…me ameaçando que irá lutar pela guarda do filho dele, cuja ameaça eu não tenho o menor medo, o que me apavora é a atitude dele em falar isso…outra questão, o ap está no meu nome, mas é financiado. Não posso trabalhar, estou grávida (gravidez de risco), em repouso absoluto, não posso nem ir ao mercado, enfim…minha mãe mora em outra cidade e cuida dos meu avós que são muito velhinhos…estou em pânico, penso na benção que aconteceu na minha vida, o meu bb…mas, como vou resolver tudo isso sozinha? Sou forte, mas nem tanto,eu precisava tanto de colo…desculpe o desabafo…(por favor, não divulgue meu e-mail)ENTÃO NO MEU CASO, DEPOIS DE TUDO ISSO QUE EU CONTEI, NÃO EXISTE A MENOR POSSIBILIDADE DE SEPARAÇÃO SEM SOFRIMENTO…

  4. […] no blog o tema separação já foi abordado no post: Existe separação sem sofrimento? Depois de uma separação como as pessoas reagem? Que sentimentos vêm à tona neste momento? A […]

  5. Name (required) Name (required)

    Admirável a resposta do Ricardo, vinda de um homem fiquei feliz..Ainda existe homens
    capazes de amar e entender uma relação.
    Minha resposta a pergunta:Não existe separação de nenhuma espécie sem dor,mas é
    preciso enfrentar a dor no começo ,tomar novos rumos e fazer novo planos de vida, pra que sua vida não pare no passado..ai sim, a dor é insuportável.

  6. Ricardo Ricardo

    Paaaaaaaaaaaaare tudo!!!!

    Espero que você ainda não tenha se separado. Pelo seu e-mail vocês estão apenas atravessando uma crise…mas não desista na primeira crise.

    Tudo na vida tem momentos difíceis mas são para serem superados. Vocês se gostam, vão com calma!!!!

    Vocês vivenciaram a paixão, agora dê uma chance ao amor. É assim que ele será solidificado.

    Pegue meu e-mail com a dona do blog, vamos conversar com calma.

  7. . .

    Não existe não,
    Ainda que o amor não seja o mesmo,
    Ainda que não exista mais a paixão, o frio na barriga e as pernas tremolas,
    Só o fato de morar junto,
    dividir a cama, aquecer-se no corpo do outro nos dias frios, discutir assuntos comuns e até o banal fato de assistir tv juntos faz com que a gente se apegue de uma forma incalculavel.
    Já tive um relacinamento bem parecido com esse retratado, acreditamos que o cara é o amor de nossa vida, mudamos de cidade, de hábitos e de gosto tudo muito rápido e tudo é muito perfeito, as brigas surgem por pontos de vistas diferentes, mas sempre acaba bem, mas depois de um tempo, de uma paixão tão forte creio que o que ocorre é o comodismo.
    Já esquecemos quem eramos, já não sabemos mais que somos, a vida a dois consumiu todo o individualismo e nós mulheres temos a horrivel tendencia de por sempre o DOIS na frente do UM.
    Muitas vezes já nem sentimos a mesma coisa pelo cara, mas terminar dá uma preguiça não é? Já está tudo ali, sonhos para casar e ter filhos e são superficialmente felizes, acredita-se então que se acabar você vai perder o chão, a dor da ausência vai ser insuportável, e é.
    Dói muito, mesmo que o cara tenha sido um idiota, ainda que no fim.
    Mesmo que no balanço total não tenha sido lá grande coisa, mas vai doer, porque ele não vai mais estar lá para te fazer nem que seja uma raivinha pra ver sua cara de raiva, não existira um cara 24h para você e ai surge o medo de voltar a vida de solteira, não encontrar alguém ou se tornar uma pessoa que não queria ser por ter se separado e acredita que deve viver intensamente (de forma erronea) a vida.
    No final, a única coisa a se fazer é aceitar que vai doer, talvez por dias, talvez por anos, mas vai, o que deve-se tentar fazer é encher mais a cabeça de tarefas, se não pratica esportes, o faça, saia mais com as amigas, dê o seu melhor no trabalho, aprenda algo novo, a noite se sentir falta, liga para uma amiga e passe a noite falando besteiras, vai continuar doendo, mas garanto que uma hora vai passar, também creio que deve-se aceitar o tal luto depois da separação, ficar um pouco em companhia de sí mesma sempre é bom.

    Ah, e não esqueça tenha sempre na cabeceira um chocolate, ou vários.

  8. e agora tem lei do divorcio fast food

    casar e descasar e mais rapido que a lua de mel

    ui

    quanto tempo disperdiçado
    melhor ser solteira

  9. Bom, eu não sou a melhor pessoa para dizer sobre separação, pois nunca me casei e etc… mas, já terminei namoros e sei o quanto é doloroso dar um ponto final numa relação que não tem funcionalidade, ou seja, que não tem mais nada haver. Nunca é fácil, mas o importante é sempre tomar decisões sérias e certas e tocar a vida para frente. bjs

  10. adoreiii muuuuito o blog. beijos

  11. Mark Lars Mark Lars

    Separação sem dor só existe quando existiu uma união sem amor. Eu tinha uma história mais ou menos parecida. Conheci a minha noiva e quando vi, 3 meses depois já estavamos morando juntos. O que acontece é que, como esse conhecimento acabou sendo forçado, ninguém sabe direito as preferências um do outro e aí começam a vir os conflitos pela falta de entendimento porque cada um tem o seu hábito, o seu jeito a sua mania.

    No meu caso, depois de algumas brigas resolvi colocar tudo em pratos limpos. Contei o que me incomodava e tudo o que eu queria fazer, minhas ambições, desejos, anseios e frustrações. Mostrei como queria viver e como queria uma companheira pra mim e dei o ultimato. Ou era dessa maneira ou cada um ia pro seu lado.

    Ela reconheceu os erros, eu reconheci os meus e a coisa está indo bem melhor para ambos os lados.

    Sei que não é fácil, mas o homem tem uma facilidade MUITO MAIOR em se recuperar de um relacionamento do que uma mulher. Eu estava disposto a viver sozinho, mas me derreti aos olhos dela porque ainda existia amor. Se no seu caso também é assim, ainda existe motivo para lutar pelo que quer. Agora se a situação pra você é só Cômoda, então é melhor mesmo que cada um siga o seu rumo.

  12. Também estou passando por uma separação, e é um momento em que temos muito mais dúvidas do que certezas, principalmente se envolve filhos.
    Escrevi sobre em http://noauge4ponto0.blogspot.com/2010/06/como-deve-ser-uma-separacao-para-nao.html
    Do meu primeiro marido, me separei facilmente, não tínhamos filhos e eu era bem mais jovem, então curti a vida adoidado rsrsr
    O importante após toda a tempestade é a gente se gostar de verdade, para podermos encarar numa boa os momentos de solidão que virão, como este que estou vivendo aqui, sozinha em minha cama…
    Beijos!

  13. Acredito não existir separação sem dor, a não ser que não exista mais nenhum tipo de sentimento de ambas as partes…
    Truque para sofrer menos? Não sei…Não diria truque, mas algumas “saídas” que podem ajudar: Fazer coisas que antes você não fazia por causa dele, como, passar horas na casa daquela amiga; começar a malhar, fazer algum curso novo, ou seja, frequentar lugares diferentes para aumentar a possibilidade de novas amizades e até mesmo de um novo amor; pensar mais nas brigas e desentendimentos que vocês já tiveram, fatores que te chatearam muito; ficar sempre perto de pessoas que realmente te amam! Enfim, essa fase é difícil, mas com certeza vai passar…Pode parecer clichê: O tempo ainda é o melhor remédio!

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