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Você sabota os seus relacionamentos?

Tenho refletido sobre pessoas que sabotam (consciente ou não) os seus relacionamentos. Talvez pela procura ansiosa da pessoa ideal, da utopia do relacionamento perfeito. O certo é que muitas vezes as expectativas geradas fazem com que a pessoa tome atitudes que podem acabar com o relacionamento antes mesmo que este ‘comece’.

Lendo um trecho do livro Melancia, lembrei de relance de um momento de minha vida: “[…] Por alguns anos, fiquei fora desse horrível carrossel de tentar encontrar o homem certo e descobrir que ele já era casado, ou vivia com outro homem, ou era patologicamente pão-duro… […] ou que só podia ter um orgasmo se chamasse a parceira de “mamãe”, ou ualquer das milhares de falhas de caráter que não eram imediatamente óbvias da primeira vez em que você lhe apertava a mão e sorria olhando dentro dos seus olhos, e nada tinha a ver com remédios não prescritos, tomados ou não por você, na noite anterior, e então pensava para si mesma: Puxa vida, este pode ser o homem certo. Agora eu estava de volta à situação em que todo homem é um namorado em potencial. Estava de volta a um mundo onde há 800 mulheres maravilhosamente lindas para um único homem solteiro. E isso antes mesmo de começarmos a eliminar os verdadeiramente medonhos.”

Os ‘especialistas’ sempre dizem: “o primeiro passo é compreender que, por mais que você esteja esperando há tempos aquela companhia especial, sua felicidade não depende da presença do outro na sua vida.” (Fonte: Você sabota ou faz seu namoro deslanchar?).

E aí recebo um e-mail de uma leitora que acredita estar sabotando seus relacioamentos.

“Quando está muito bem, eu acho um jeito de rolar uma briga ou um ciuminha ou uma ceninha, piti ou algo do tipo só para que o namoro tenha momentos de brigas. Parece que ser feliz não é o bastante, falta algo. A sensação de quase perder, sofrer parece ser necessária para eu viver bem (?). Estou sempre sabotando minhas relações. O que fazer?”

Li no blog Corporativismo Feminino uma história parecida:

“[…] Eu gostava dele, mas ele não precisava ter certeza disso, tinha que ter uma ponta de insegurança. Tinha que ter! Ele aceitou o tempo numa boa, mas foi tão numa boa que isso não me bastou, eu terminei. Ele ficou arrasado, finalmente! Eu também fiquei. Sofri um tempo até superá-lo, e superei! Superei um dos meus melhores namorados.

[…]

Foram várias e várias situações. Só enxergo isso agora. É involuntário. Não consigo ser feliz, é pouco. Tenho que estragar tudo, quebrar a cara, superar, e então me sentir bem, e olhe lá!  O mais estranho é que conheço várias pessoas assim, sempre as achei incoerentes, será que elas já descobriram essa dependência bizarra?”

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