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Maestrina!

dominatrix– Meu nome é Moana – respondeu ela enquanto era conduzida pelas mãos firmes dele.

– Como? Moana? – perguntou ele mais confuso pela extravagância do nome que pelo som alto da música que atrapalhava a conversa mesmo eles estando com os corpos colados durante a dança.

– Isso mesmo, é italiano – respondeu.

Eles continuaram a dança pelo salão fazendo o longo cabelo castanho dela balançar pelo ar, os corpos colados começavam a transpirar com o calor da pista, a música latina conduzia o ritmo sensual embalava-os quando ele fez o convite.

– Vamos para um lugar mais reservado.

Foram até uma das mesas ao lado do bar onde a música se perdia com a distância, pediram bebidas, cerveja para ele, vodka importada para ela, ele olhou com espanto para o pedido dela, mas não falou nada.

– Você não vai perguntar meu nome? – ele disse depois de um gole refrescante da cerveja gelada.

– Eu preciso mesmo? – ela respondeu passando a mão na nuca dele e puxando sua cabeça em direção a sua para um beijo, beijou intensamente.

O dançarino acostumado a conduzir agora era conduzido, estranhou, mas não havia o que reclamar os lábios finos e vermelhos e Moana beijavam com força jovial e uma língua habilidosa.

Sem perceber ele perdeu a iniciativa com essa atitude dela, quando percebeu ela estava comandando o momento, notou isso apenas quando ela sugeriu que fosse embora, ele respondeu com um aceno de cabeça como que hipnotizado.

Pagaram a conta e foram até o estacionamento, ela destravou as portas de um carro importado de luxo e disse que deviam esperar. Ele se aproximou dela enquanto ela estava ao lado da porta e quando notou ela estava pressionando o corpo dele contra o carro estacionado, ele se assustou ao ouvir um “boa noite” pronunciado por uma voz masculina grave.

– Olá Mário, vamos?

Ele ficou confuso, cumprimentou o estranho com um juvenil “oi”, ficou ainda mais confuso ao vê-lo abrir a porta do passageiro e entrar, Moana também entrou e ao vê-lo com cara de perdido do lado de fora perguntou.

– Você não vem?

Ele abriu a porta de trás e entrou, um silencio impressionantemente duradouro de três segundos se passou e ele finalmente conseguiu perguntar.

– Seu amigo mora onde? – pensando que era apenas uma carona.

– Amigo? Mário é meu marido – ela respondeu enquanto dirigia pela via.

O dançarino abriu a boca mais nenhum som saiu, tentou entender o que estava acontecendo, tentou mais uma vez, outras duas, e então desistiu, ficou ainda mais confuso ao vê-la pedindo a suíte “de sempre” na portaria do motel.

Quer saber o final deste conto? Vai até o Sexo pela Fechadura e confere …Uiuiuiuiu

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