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Almas gêmeas

Lancei a ideia dos leitores contarem sua história de romance iniciado em redes sociais, e recebi este primeiro. Uma história muito bonita que teve início no site Almas Gêmeas. O casal e a história vocês conferem agora:

Nossa história:

Bom, tudo começa antes do primeiro encontro, para explicar as circunstâncias que levaram à tudo acontecer. Eu estava com os meus 22 anos, numa empresa bacana e estável, com a vida profissional consolidada e ascendente, mesmo não tendo passado por nenhuma faculdade, e já estava cansado das baladas, e relações descartáveis (e quem viveu o primeiro “boom” da internet, com os chat’s e ICQ’s, sabe exatamente do que estou falando). Encontrar garotas bonitas e disponíveis era muito simples, bastava uma pesquisa rápida: “garota, entre 18 e 22 anos, em São José dos Campos”, e pronto! Praticamente uma lista telefônica ao alcance. Alguns dias de papo, uma balada marcada, uma noite divertida, um bom papo, um mês de saídas e a fila anda.

Obviamente não com a rapidez de hoje, entre micaretas e tal, mas andava rápido demais para mim, canceriano descrito dos pés aos cabelos em qualquer livro de astrologia, carente, sedento de amigos, família, e principalmente, companhia para dividir sua “concha”

E, como minhas fontes de relacionamento com pessoas eram o trabalho, os amigos e a internet, nas bases acima ditas, fica bastante complicado encontrar esse alguém. E com a ansiedade batendo, cometemos os erros mais primários, tentando encontrar um relacionamento em qualquer afinidade que se tenha com uma mulher fica impossível!

Era preciso dar um basta nisso, e eu dei. Parei com as baladas, com as “buscas no ICQ”, parei com tudo!

E aí, nas solitárias noites de fim de semana, que passamos invariavelmente tomando alguma coisa em frente ao computador, navegando ao léu, conheci um serviço que naquela época estava começando. O portal Almas Gêmeas.

De cara achei que fosse mais uma base de dados para atividades semelhantes às “buscas do ICQ”, mas resolvi arriscar. Preenchi o perfil sem mentiras, sem desvios, sem malícias, e fui em rente. Encontrei uma pessoa, saindo de um casamento de 7 anos, diferença de idade quase inexistente, parecendo bastante sincera. E-mail pra cá, e-mail pra lá, 2 semanas se passam, hora do encontro real.

Dia 05/04/03, sábado, cinema à noite, no shopping. Lugar mais neutro para um encontro, impossível, para não causar impressões erradas, afinal de contas, é sempre a primeira a mais marcante! Não fossem as “conspirações do destino”. Lembrem-se que o ano é 2003, não eram comuns as redes de cinemas possuírem sites com a programação. Aliás, não eram muitas as pessoas que tinham acesso à internet em casa. O encontro estava marcado para as 19 horas. Eu chego 18:45 e estudo as redondezas, ansioso mas calmo, e ainda um pouco leve e confiante, pelo consumo alcoólico em um churrasco com os amigos durante à tarde.

Às 18:55 encontro-a. Vestida com uma simplicidade elegante, e um sorriso cativante. Checamos as sessões, a próxima quase uma hora depois, filme de comédia. Mais neutro, impossível, continuava a dizer à mim mesmo. Então, para passar o tempo, que tal um café? Sentados na mesa, frente à frente, olho no olho, não prestava mais atenção às palavras, aos assuntos. Estava no automático exteriormente. No interior, tudo era silêncio e contemplação. ENCONTREI!

Após o café, na espera da sessão, mãos dadas, o primeiro beijo, aquela doce emoção de adolescente apaixonado, que esquecemos ao longo das baladas da vida. Me sentia de volta aos 15 anos, as saídas com as meninas da escola ao cinema, encantado e envergonhado ao mesmo tempo, por ser levado pelo pai, e ficar olhando no relógio toda hora para saber quanto tempo ainda tinha antes de ele voltar!

Terminado o filme, fome batendo, decidi fazer uma abordagem arriscada. Convidá-la para jantar comigo, mas na minha casa, comigo cozinhando. Podia ser a chave das segundas intenções, mas não era. Sentia vontade de compartilhar vinha vida com ela, mostrar onde e como vivia, quem era o Tiago do outro lado do monitor, 100% real, com virtudes e defeitos expostos. Passamos no supermercado, pegamos os ingredientes, e na cozinha, conversamos sobre a vida à frente, e não a que já estava para trás.

Desde então vieram outros encontros, outras noites, outros jantares, almoços, finais de semana, viagens para conhecer as famílias, viagens com os amigos, morar juntos para não pagar 2 alguéis, conversas sobre o futuro, sobre como funcionar como casal, sobre o espaço de cada um, a compra do primeiro carro juntos, mudanças de emprego, de casa, enfim…

Passados 6 anos e 7 meses, ainda estamos aqui, com as dificuldades de vida de qualquer casal, mas felizes, muito felizes, e o mais importante, juntos, como sempre deve ser!

Tiago Linardi

Analista de infraestrutura de TI

Idealizador e colunista do site Meu Negócio

Twitter: @tiagolinardi

One Comment

  1. Mulherzinhas Mulherzinhas

    Obrigada por compartilhar sua história! =)

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