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Lugar de mulher é no feminismo, na luta por direitos e onde mais ela quiser

Se a evolução intelectual do ser humano é natural, então o feminismo corrobora para isso. Para quem não sabe, o feminismo é um movimento que busca dar às mulheres as mesmas chances, a mesma visibilidade e os mesmos direitos que os homens já possuem. Mas esse é um jeito simplista de explicar aquele que talvez seja um dos maiores movimentos do século.

Em primeiro lugar é preciso dizer que feminismo NÃO É o oposto de machismo. Segundo artigo da jornalista Rafaela Marques, do movimento “Me Explica?”, “enquanto o feminismo busca construir condições de igualdade entre os gêneros, o machismo é o comportamento que coloca o homem em posição de superioridade com relação à mulher”.

No Brasil, a cada cinco minutos, uma mulher é morta ou agredida em decorrência de violência por parte de seu parceiro, marido, pai ou outra figura masculina que permeia sua vida, segundo pesquisa realizada em 2015 pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

feminismo

Dados alarmantes sobre violência assustam

Outros números que permeiam o gênero: no Brasil, a cada 12 segundos uma mulher é violentada, de acordo com uma pesquisa da Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal, a cada 10 minutos, uma mulher é estuprada, de acordo com o Mapa da Violência, e a cada 90 minutos uma mulher é assassinada, de acordo com o IPEA.

O movimento feminista quer acabar com tudo isso, e permitir que as mulheres possam ter os mesmos direitos que os homens, sem sofrerem violências e discriminação por isso. Ainda em nosso país, as mulheres ainda ganham em média 30% a menos do que os homens para exercer a mesma função, de acordo com uma pesquisa do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Origem do movimento

As primeiras movimentações feministas surgiram no século 19, com as chamadas Sufragistas, mulheres que na Europa e nos Estados Unidos queriam ter direito ao voto. O movimento retornou com força nos anos 80 e agora está cada vez mais forte, com as organizações de mulheres que buscam falar sobre temas como a violência doméstica, o racismo, a objetificação do corpo feminino, as condições de trabalho desiguais, maternidade compulsória e muitos outros.

Para saber mais sobre feminismo, ouça as moças!

Se você tem vontade de conhecer mais sobre feminismo, principalmente no Brasil, algumas mulheres maravilhosas já estão falando sobre isso em seus blogs, sites e publicações. Recomendamos algumas:

– Djamila Ribeiro – Pesquisadora na área de Filosofia Política e feminista. É secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Uma das mulheres negras mais expressivas na luta contra o racismo e misoginia. Ela escreve para a Carta Capital e para vários veículos. http://www.cartacapital.com.br/colunistas/djamila-ribeiro  

– Revista AzMina – Esse site feito totalmente por mulheres traz uma porção de artigos ligados à causa, mas também reflexões individuais sobre ser mulher, sexualidade e vários outros temas. Uma das criadoras é a jornalista Nana Queiroz, que ficou conhecida pela campanha “Eu Não Mereço Ser Estuprada”. http://azmina.com.br/

– Cacau Mila – A colunista do portal E Mais Goiás traz textos muito belos sobre muitos aspectos do que é ser mulher, de forma a provocar reflexões mas também despertar sensações múltiplas com seus textos. http://www.emaisgoias.com.br/blog/cacau-mila/carta-aberta-as-mulheres

– Lugar de Mulher – Três autoras, entre elas a escritora brasileira Clara Averbuck, escrevem artigos sobre o feminismo aplicado no dia a dia, mas com humor e uma pitada ácida de ironia. Afinal, ser mulher nesse mundo não é nada fácil. http://lugardemulher.com.br/

 

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