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100 anos – Nelson Rodrigues: A vida como ela é

Neste mês de agosto, o jornalista Nelson Rodrigues completaria 100 anos de vida. Cronista, dramaturgo e romancista, Nelson Falcão Rodrigues nasceu no Recife, a 23 de agosto de 1912. Filho do jornalista Mário Rodrigues, aos 13 anos de idade começa a trabalhar em jornal. Em 1929, vai morar no Rio de Janeiro, onde viveria até sua morte, a 21 de dezembro de 1980.

E nada mais atual do que os temas abordados em suas obras né? Quem mais teve “habilidade em colocar uma elite hipócrita e falida em cena, como primórdio do homem pós-moderno “?

Quem nunca ‘tuitou’ ou colocou no facebook uma de suas famosas frases? …

O homem começa a morrer na sua primeira experiência sexual.

Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.

Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante.

Toda mulher gosta de apanhar. Só as neuróticas reagem.

Hoje é muito difícil não ser canalha. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo.

O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca.

O biquíni é uma nudez pior do que a nudez.

Toda mulher bonita é um pouco a namorada lésbica de si mesma.

Morder é tara? Tara é não morder.

Todo tímido é candidato a um crime sexual.

O casamento não é culpado de nada. Nós é que somos culpados de tudo.

A dúvida é autora das insônias mais cruéis. Ao passo que, inversamente, uma boa e sólida certeza vale como um barbitúrico irresistível.

Toda coerência é, no mínimo, suspeita.

A maioria das pessoas imagina que o importante, no diálogo, é a palavra. Engano, e repito: – o importante é a pausa. É na pausa que duas pessoas se entendem e entram em comunhão.

Amar é ser fiel a quem nos trai.

Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível.

Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro.

Só não estamos de quatro, urrando no bosque, porque o sentimento de culpa nos salva.

Não ama seu marido? Pois ame alguém, e já. Não perca tempo, minha senhora!

Nunca a mulher foi menos amada do que em nossos dias.

Quero crer que certas épocas são doentes mentais. Por exemplo: – a nossa.

Sexo é para operário.

Veja mais aqui.

 

O universo do dramaturgo Nelson Rodrigues foi levado ao Fantástico entre março e dezembro de 1996 com a série “A Vida Como Ela É…”, dirigida por Daniel Filho e Denise Saraceni. Baseada na famosa coluna, publicada no jornal carioca “Última Hora” entre 1951 e 1956, a série apresentava contos tragicômicos de adultério, morte, desejos reprimidos, ciúmes e amores passionais, que se passavam no subúrbio e zona sul do Rio de Janeiro. Fonte: Globo

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