Li certa vez no twitter que atualmente as categorias para ‘Marias’ cresceram muito. Foi-se a época que havia apenas Maria Chuteiras e Marias Gasolinas. Segundo Leda Maria da Costa: “Há um bom número de mulheres, principalmente as mais jovens, que passam a freqüentar treinos e jogos para verem de perto jogadores que se tornaram ídolos em suas vidas não por causa da habilidade com a bola, mas por causa dos seus dotes físicos. Jogadores como Kaká, Backham, Adriano e tantos outros são alvo de suspiros de meninas que seorganizam em fã clubes para seguirem seus passos em todo canto do planeta. Outras mulheres passam a conviver com o futebol para fazer dele uma arena de flertes em que a beleza não importa tanto e o que conta mesmo é o status econômico e social do jogador.”
Mais um retrato dos estereótipos femininos. Difícil para uma mulher dizer que curte futebol sem ser ‘rotulada’ de Maria Chuteira…E isso serve para todas as Marias: Senado, Palheta, Comédia, Shampoo, assim como Maria Blogueira (ou Bloguete), Maria Twitteira e Maria Nerdeira.
Como surgiu essa figura das ‘Marias’? Ainda, segundo Leda: “É provável que as Maria-chuteira sejam tão antigas quanto o futebol e é possível que também elas possuam algum parentesco com as Maria-gasolina. Ambas as personagens demonstram a força do impacto de dois ícones da modernidade que passam a servir de mediadores das relações amorosas. Tanto um quanto outro foi responsável por mudanças no perfil masculino. “
E diz: “encarnam alguns estereótipos femininos relativos à astúcia, à mentira e à desfaçatez atributos indispensáveis para aquelas que estão sempre dispostas a ludibriar o homem. “
Será que sou uma Maria Blogueira ou Twitteira por ser super fã do Cid do Nao Salvo?
Outro dia eu e outros quadrinhistas estávamos discutindo se não tinha uma Maria que gosta de caras que publicam quadrinhos na internet. Nós, quadrinhistas chinelos, exigimos a criação deste tipo de mulher.