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42 é plus size?

“Não dá pra ser feliz em uma sociedade onde 42 é plus size.

Não tá fácil lidar com revistas exaltando modelos anoréxicas enquanto criticam mulheres que acabaram de ter filhos e estão “cheinhas”. Ninguém mais quer emagrecer por saúde, a gente quer emagrecer para caber nas roupas vendidas em fast-fashion.

E mesmo quando você perde peso, a crise continua: seu corpo não fica como o “delas”. Aí você se pergunta: por quê? E o motivo é um só: você é de verdade.”

Depois que li este post da colunista aqui do blog – Flávia Queiroz e vi algumas imagens/textos circulando na internet resolvi postar sobre o assunto.

Eu uso manequim 40/42 e muitos me acham magra. Confira as fotos no meu Instagram – Mulherzinhas e diga: Sou plus size?

2013-11-09 21.13.16

A imagem abaixo – do Cosmopolitan – gerou muitos comentários e compartilhamentos:

plus size 2

Imagens do desfile que teve em Paris, onde o título da matéria diz: “Em prol da beleza feminina, Paris tem desfile com modelos plus size – O Pulp Fashion Week apresenta roupas entre os número 40 e 54.”

Sério, 40 e 42?

plus size

Em outro site podemos ver mulheres concorrendo a um Miss Plus Size, com o título:Concurso elege a modelo plus size mais bonita de SP; veja candidatas Miss Plus Size Mulheres Reais acontece no dia 3 de novembro no Hotel Golden Tulip Belas Artes”.

Mulheres reais…Não gosto de extremismos. Porque elas são as mulheres reais? Mulher real é aquela que é alta, baixa, magra, gorda, feia, bonita, com celulite, sem celulite, etc. Não se tem um modelo único de mulher para ser a real.

Falar de mulher gorda é feio, mas falar mal de quem vai muito à academia e tem corpo sarado ou de mulheres que são magras e curtem o corpo assim pode né? Tá SERTO!

 

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Sugiro a leitura do trabalho: “O peso do varejo, o peso no varejo e a identidade: uma análise de consumidoras plus size.”

O peso é tido, geralmente, como uma fonte de angústia para as entrevistadas. Como em Thompson e Hirschman (1995), seus corpos são socializados, sendo sua imagem caracterizada por percepções condicionadas a relações sociais, prescrições normativas e significados morais, que julgam o corpo como algo que resulta da disciplina do espírito (THOMPSON e HIRSCHMAN, 1995; THOMPSON e TROESTER, 2002).

“Somos o que as nossas roupas nos permitem ser.”

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